terça-feira, 27 de setembro de 2011

Macacos digitais recriam obra de Shakespeare


São Paulo-  Se um milhão de macacos batessem aleatoriamente em um milhão de máquinas de escrever, em algum momento formariam a obra completa de William Shakespeare.

A conhecida tese, apenas uma forma popular de falar sobre probabilidades, está sendo testada pelo americano Jesse Anderson – mas de forma diferente.

No lugar de macacos de verdade, ele, que é programador, criou os animais e as máquinas de escrever de forma digital.

Desde o dia 21 de agosto, as digitações aleatórias já geraram mais de 5 trilhões de conjuntos de caracteres e produziram, até agora, 99,9% da obra do dramaturgo inglês do século XVI, autor de clássicos como “Romeu e Julieta”, “Sonho de Uma Noite de Verão”, “Otelo”, “A Megera Domada”, etc...

Esta é a primeira vez que se recria, aleatoriamente, o trabalho de Shakespeare – e também a maior obra já criada de forma aleatória.

Parte técnica

No blog que mantém sobre o projeto, Anderson explica que a inspiração veio de um episódio dos Simpsons. Na cena, que parodia a teoria do “um milhão de macacos”, o Sr. Burns leva Homer até sua mansão e, em um dos quartos, revela a existência de mil macacos em mil máquinas de escrever.

Os um milhão de macacos virtuais foram criados no Amazon EC2 em um Core 2 Duo 2.66GHZ com 4 GB de RAM rodando Ubuntu 10.10 64-bit.  O Mersenne Twister é usado para garantir que a “digitação” seja mesmo aleatória, simulando as batidas de macacos em teclados.

Andersen também escreveu um programa que compara os resultados digitados pelos macacos aos textos de Shakespeare. Se algum trecho/palavra combina, o pedaço é marcado em verde. O processo é repetido até que todas as palavras de toda a obra tenham sido criadas aleatoriamente.

O projeto possui algumas limitações e “atalhos” – como combinar todos os macacos para obter a obra completa, mas trata-se de um experimento pessoal do programador. Quem quiser pode acompanhar o progresso em sua página.

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