terça-feira, 4 de outubro de 2011
Sensores detectam carros em rota de colisão
São Paulo – Um brasileiro desenvolveu um sistema anticolisão que avisa o motorista se um carro se aproxima pelo ponto-cego de seu veículo.
O objetivo é diminuir o número de acidentes causados principalmente pela distração dos motoristas ou quando a visão do espelho retrovisor é insuficiente.
Eduardo Bertoldi, engenheiro que desenvolveu o sistema anticolisão durante o seu mestrado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, diz que o diferencial de seu sistema é o modo de como o usuário percebe uma possível colisão.
Para alertar o motorista sobre uma possível colisão, a tecnologia usa sensores vibratórios no assento e dois alto-falantes nas laterais do encosto da cabeça. Já os sensores externos conseguem detectar aproximações em rota de colisão a 20 metros de distância e são fixados somente nas laterais do veículo.
Os avisos sonoros usam efeito tridimensional. Se um carro se aproxima pelo lado direito, um aviso sonoro soa no mesmo lado. Um alerta vibratório dentro do assento também ajuda a identificar a possível colisão.
Bertoldi diz que os sensores são ligados ao sistema elétrico do automóvel e a instalação do sistema anticolisão completo custa menos de R$ 100.
O engenheiro diz que “os maiores desafios do projeto são escolher o modo de avisar o motorista de possíveis colisões e evitar falsos alarmes”. Segundo ele, também é necessário avisar que um carro está em rota de colisão sem criar pânico, assustar ou distrair ainda mais o condutor.
O sistema levou três anos para ficar pronto e usou ambientes simulados para a realização de testes. O engenheiro diz que usou rotas de games de corrida de código aberto para fazer simulações e coletas de dados. Os testes contaram com a ajuda de 23 pessoas durante três dias.
“Os jogos permitiram medir o tempo de reação dos motoristas. Após o uso dos avisos, os condutores reagiram mais rapidamente à possibilidade de acidente”, diz Bertoldi.
Por enquanto, o sistema não está à venda. O engenheiro diz que algumas empresas demonstraram interesse pelo sistema, mas é necessário melhorar a segurança do sistema antes de iniciar uma produção em massa. “O projeto precisa passar por mais testes para reduzir ainda mais as chances de falsos alarmes”.
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